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| Com cerca de 90 empresários |
| Brasil: Ministro chefia missão empresarial no sul de África |
| 2009-11-10 11:38:30 |
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| Brasília - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Miguel Jorge, acompanhado por cerca de 90 empresários e representantes do Governo, está a chefiar uma missão empresarial a Angola, Moçambique e África do Sul. |
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A delegação empresarial brasileira chegou esta segunda-feira, 09 Novembro, a Angola iniciando a primeira etapa do périplo africano que se prolongará até 12 de Novembro.
Em Luanda, no primeiro dia da missão, Miguel Jorge, foi recebido pelos ministros da Agricultura, Afonso Pedro Canga; do Urbanismo e Habitação, José dos Santos da Silva Ferreira; do Comércio, Maria Idalina de Oliveira Valente; da Energia, Emanuela Bernadeth Afonso Vieira Lopes; e da Indústria (interina), Kiala Gabriel. Hoje, terça-feira, está prevista uma audiência do ministro brasileiro com o presidente José Eduardo dos Santos.
Angola, no quadro das relações comerciais permanece uma prioridade incontornável para Brasília no entanto o Brasil registou um significativo decréscimo de 66 por cento, de Janeiro a Outubro de 2009, comparativamente com o período análogo em 2008, da corrente de comércio entre Brasil e Angola, foi sentida também uma quebra de 21,7 por cento nas exportações brasileiras para Angola durante o mesmo período.
As importações brasileiras, que se concentram quase exclusivamente no petróleo bruto angolano, registaram uma variação significativa com um volume de 76,4 milhões de dólares (USD) nos primeiros dez meses de 2009, quando em 2007 totalizou 21,4 milhões USD.
Até Setembro de 2009 as exportações brasileiras para Angola foram a 84,9 por cento produtos industrializados e 15 de produtos básicos. O sector de semimanufacturados foi o que mais cresceu (+93,9), seguido de básicos (+17), enquanto os manufacturados registaram retrocesso de 21,8 por cento. Dados do MDIC apontam que até Agosto deste ano 1.182 empresas brasileiras exportaram para Angola, o que representa um aumento de 121 empresas em relação ao mesmo período do ano anterior, de 1.061 empresas.
A delegação chefiada pelo ministro Miguel Jorge conta com cerca de 90 empresários e líderes de entidades sectoriais dos segmentos de alimentos e bebidas, agronegócios, casa e construção, indústria automóvel, energia, máquinas e equipamentos, cosméticos, materiais eléctricos e electrónicos, calçados, defesa e infra-estrutura e têxtil, além de profissionais do governo.
Esta é a terceira missão comercial brasileira a África realizada pelo MDIC durante este ano. A primeira foi em Janeiro no Norte de África, com visitas a Marrocos, Líbia, Argélia e Tunísia. A segunda ocorreu em Junho concentrando-se na região Subsaariana do continente com visitas ao Gana, Senegal, Nigéria e Guiné Equatorial.
A missão à África Subsaariana é organizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC), com o apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Lula da Silva, durante a tomada de posse no primeiro mandato presidencial, definira África como uma prioridade brasileira e o continente africano rapidamente se apercebeu da singularidade e peso brasileiro. O Brasil é o sexto país com maior população do mundo e geograficamente ocupa metade do território da América do Sul.
Em termos comerciais é o maior exportador mundial de açúcar, sumo de laranja, café, carne bovina e frango. Segundo maior exportador mundial de minério de ferro, soja em grão, farelo e óleo de soja e o terceiro como exportador de milho. Um posicionamento planetário que acarreta em si uma experiência que está já a ser partilhada e exportada através da cooperação técnica.
Depois de Luanda a delegação empresarial brasileira segue para Maputo, Moçambique, concluindo o périplo a 12 de Novembro na capital económica sul-africana, Joanesburgo.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, MDIC, a finalidade da viagem a Angola, Moçambique e África do Sul é «promover o aumento do comércio e dos investimentos bilaterais e explorar possibilidades de cooperação entre os sectores produtivos do Brasil com esses países» e sublinha que no caso sul-africano, «a Copa do Mundo também é uma oportunidade de negócios. Empresas brasileiras e sul-africanas poderão formar parcerias para aproveitar as oportunidades ensejadas pela Copa de 2010, na África do Sul, e de 2014, no Brasil».
Rui Neumann |
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