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2010-02-03 10:54:59
Lisboa - Angola atrasou significativamente os pagamentos às empresas de construção civil portuguesas, acumulando uma divida de 500 milhões de euros. Esta semana o presidente da ANEOP pediu, «com urgência», uma audiência com Luis Amado.
«Um dos destinos privilegiados da actividade internacional das empresas construtoras portuguesas é Angola, nosso primeiro mercado» escreveu Filipe Soares Franco, presidente da Associação Nacional de Empreiteiros e Obras Publicas (ANEOP), «este País tem vindo a atrasar-se significativamente nos pagamentos devidos por serviços prestados por empresas portuguesas, maioritariamente associados à realização de investimentos em infraestruturas.»

«As dívidas acumuladas às construtoras portuguesas já ultrapassam os 500 milhões de euros, pondo seriamente em risco o seu equilíbrio financeiro e, nalguns casos, mesmo a sua sobrevivência» sublinha Filipe Soares Franco na carta dirigida esta semana ao Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luis Amado.

Filipe Soares Franco lembrou também que na última década, o volume de negócios internacional das construtoras portuguesas cresceu a uma taxa média anual de 28 por cento. «O sucesso desta presença leva mesmo a que três das suas mais representativas empresas – Mota-Engil, Teixeira Duarte e Soares da Costa – registem, em conjunto, um volume de negócios externo 36 por cento superior ao da Autoeuropa» sublinha.
(c) PNN Portuguese News Network
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