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| Durante o genocídio em 1994 |
| Nicolas Sarkozy reconhece que a França cometeu «erros» no Ruanda |
| 2010-02-25 13:33:53 |
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| Kigali – Vindo do Gabão, após uma escala no Mali, o presidente francês efectuou uma visita relâmpago de três horas ao Ruanda onde reconheceu que a França cometeu «erros» durante o genocídio de 1994. |
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Na primeira visita de um Chefe de Estado francês ao Ruanda desde 1994, Nicolas Sarkozy declarou em Kigali, na presença do presidente Paul Kagame, que o que se passou no país «é inaceitável» e obriga a «comunidade internacional, inclusive a França, a pensar nos erros que impediram evitar e parar um crime hediondo».
Sem evocar um pedido de desculpa formal ao Ruanda, Nicolas Sarkozy reconheceu que «de uma maneira cega» a França cometeu «graves erros de apreciação» que tiveram «consequencias absolutamente dramáticas».
«A partir de todos estes erros, de todos estes dramas, vamos tentar de construir uma relação bilateral, uma cooperação económica, politica, cultura que não terá semelhante», disse Nicolas Sarkozy aproveitando para convidar Paul Kagame a participar em Maio na Cimeira África-França em Nice.
Em 1994 mais de 800.000 ruandeses de etnia Tutsi foram massacrados por milícias maioritariamente de etnia Hutu. Durante o genocídio, a França, através da «Operação Turquesa», prosseguiu o fornecimento de armas e formação às milícias Hutu, recusando simultaneamente qualquer apoio às populações Tutsi em fuga.
Com a ofensiva a 04 de Julho de 1994 da Frente Patriótica Ruandesa, maioritariamente Tutsi, os militares franceses teriam novamente apoiado os Hutus, responsáveis pelo genocídio, a retirarem-se para o Zaire, actual República democrática do Congo. |
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